A matéria
O linho BADDU
Toda casa de moda séria tem uma matéria que é a sua religião. O tweed é da Chanel. O linho puro é da BADDU. Este é o arquivo da nossa matéria: da flor de um dia ao tecido de uma vida.
1.0
A flor de um dia
O linho nasce do Linum usitatissimum, uma planta de flor azul que dura um só dia. Há cinco mil anos a humanidade confia a ele a própria pele: os egípcios vestiam linho branco para as práticas sagradas.
1.1
A colheita
O linho não se corta: arranca-se inteiro, com a raiz, para preservar o comprimento da fibra. Um gesto que não mudou em séculos.
1.2
O campo e o orvalho
A fibra repousa estendida no campo recebendo o orvalho da noite, dia após dia, até a natureza soltá-la do caule. Chama-se retting, e não pode ser apressado. O linho carrega tempo dentro dele.
1.3
A fibra
Depois de macerada, a fibra é penteada até virar mechas longas e douradas, macias como cabelo. É dela que nasce a respiração do tecido.
1.4
O fio
As fibras fiadas viram um fio irregular de propósito: são os pequenos altos e baixos do fio que dão ao linho a sua textura viva, impossível de imitar.
1.5
A tecelagem
No tear, trama e urdume se cruzam num tecido que respira. Cada metro do nosso linho carrega esse ofício antigo antes de chegar à nossa mesa de corte.
“Mais leve, seria transparência; mais pesado, seria armadura. 190 é o abraço.”
2.0
A gramatura 190
Nossa escolha técnica mais radical: linho 100% puro, no peso exato em que o tecido alonga a silhueta sem marcar e abraça sem apertar.
2.1
Puro, sempre
Linho misto não existe aqui. A mistura barateia e rende mais, mas perde a nobreza, a respiração e a vida da fibra pura. Preferimos o linho com suas verdades.
2.2
As cores da casa
Uma cartela que nasce da terra: cru, areia, terracota, chocolate. Tons que conversam entre si, para um armário em que tudo combina.
2.3
Não fica velho. Fica seu
O linho é a única fibra que melhora a cada lavagem: mais macio, mais caído, mais bonito. Uma peça BADDU não pede para ser poupada, pede para ser vivida.
