
A fundadora
Antes da BADDU,
houve uma varanda.
Barbara Duzzi cresceu em Artur Nogueira, interior de São Paulo, passando tardes na casa da avó costureira. O ritual era sempre o mesmo: a avó abria a caixa de retalhos, estampas miúdas, brilhos, texturas, e a menina mergulhava ali enquanto a máquina trabalhava. Foi nessa caixa que ela entendeu, antes de saber dizer, que um tecido nas mãos é um mundo inteiro de possibilidades.

A vida deu suas voltas: a faculdade de administração, dez anos na empresa da família, dez anos de um caminho de autoconhecimento que começou cedo e nunca terminou. No meio delas, uma viagem: Sorrento, 2014. A mãe lhe deu de presente duas camisas de linho puro, e Barbara as vestiu num jantar sob os limoeiros. Pela primeira vez, uma roupa não a cobria, a confirmava. Confortável, protegida e ela mesma, por inteiro. Ela nunca mais esqueceu a sensação. A BADDU existe para entregá-la a outras mulheres.
O nome nasceu em 2020, do outro lado do mundo: Ba de Barbara, Du de Eduardo, o namorado de infância que virou marido e sócio, costurado no nome como está costurado na história. Foi numa quarentena em Singapura que o projeto de uma vida ganhou registro, site e coragem.


Hoje, Barbara desenha cada peça da BADDU do começo ao fim, e segue sendo a menina da caixa de retalhos: a que olha um tecido e vê um mundo.
"Eu não criei a BADDU para vestir todas as mulheres. Criei para que cada mulher que a veste se sinta finalmente vestida de si."
x, Barbara
